sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Doutores RiSonhos retomam visitas ao Hospital da Criança

 Depois de seis meses de visitas presenciais suspensas por conta da pandemia, os Doutores RiSonhos retornaram em setembro as visitas presenciais ao Hospital da Criança Augusta Muller Bohner, para alegria das equipes e dos pacientes.

Para que esse retorno fosse possível, o grupo elaborou um protocolo de cuidados e de ações que visam proteger o grupo de artistas, as equipes e pacientes e o mesmo passou pela aprovação da administração do hospital.

A primeira visita depois da pausa nas atividades foi realizada no dia 18 de setembro, nos setores de pediatria e oncologia. Os Doutores foram muito bem recebidos por toda a equipe de colaboradores da instituição, que estavam sentindo falta dos palhaços e palhaças. A técnica de enfermagem Andrea Cristina Almeida comenta a diferença que a presença do grupo faz no hospital. “Receber os Doutores em nosso ambiente de trabalho foi maravilhoso, a energia boa que trazem é maravilhosa, deixando sempre um sorriso nesses tempos de restrição que estamos vivendo”, destaca. 

Com mais de oito anos de convivência com os Doutores RiSonhos no Hospital da Criança, a técnica de enfermagem Marindia de Oliveira ressalta que o grupo contagia o local com alegria. “Eles despertam sorrisos e gargalhadas, tornando nossa jornada mais leve”, comenta. “Com a pandemia, ficamos tristes e sentimos falta deles. Ficamos gratos com a visita, que nos proporcionou uma tarde maravilhosa e cheia de alegria”, completa.

“Os pais e mães abriam sorrisos quando avistavam as duplas pelas janelas de vidro, acenavam e traziam as crianças perto do vidro para interagir com os Doutores RiSonhos e, por meio de danças, músicas, esconde-esconde e poses para fotos, os Doutores foram deixando aquele rastro de alegria, de esperança e de renovação pelos corredores”, relata a diretora artística do grupo, Michelle Silveira da Silva. 

Durante a pandemia, os Doutores RiSonhos continuaram com as atividades de forma remota, saiba mais no nosso site www.doutoresrisonhos.com, na aba Doutores em Quarentena.

QUEM SOMOS?

Os Doutores RiSonhos são um grupo de palhaços e palhaças que realizam visitas aos hospitais públicos de Chapecó, levando alegria e qualidade de vida aos pacientes e equipes. Além disso o grupo tem responsabilidade com a formação de artistas e plateia, o que faz através de oficinas de palhaçaria para a comunidade. O grupo dos Doutores é composto por Vinicius Eduardo Bouckhardt, Michelle Silveira da Silva, Gabrielle Heinz e Melaine Pilatto. Todas as ações são viabilizadas pela Lei de Incentivo à Cultura Federal e pelo patrocínio de empresas locais e regionais.


ONDE ESTAMOS?

www.doutoresrisonhos.com 

http://doutoresrisonhos.blogspot.com 

@doutoresrisonhos (facebook e instagram)


Foto: Rodrigo Scandolara


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Palhaços em construção

Oficinas de formação dos Doutores RiSonhos fomentam a prática da palhaçaria em Chapecó


Desde 2016, os Doutores RiSonhos realizam oficinas de iniciação à palhaçaria, com o objetivo de formar novos profissionais na área. Com quatro edições do projeto, em 2020 o grupo irá dividir os artistas em formação em duas turmas. 

Uma delas é a oficina de formação continuada, que inclui os alunos que já estão estudando desde os anos anteriores. “Várias pessoas já passaram pelas aulas e algumas delas já tiveram oportunidade de participar ativamente do projeto, em intervenções, com o trabalho no hospital e inclusive, duas das estudantes entraram para o grupo como palhaças aprendizes no ano passado”, destaca a diretora artística dos Doutores RiSonhos, Michelle Silveira. 
A outra turma, de iniciação, é formada pelos participantes de workshops realizados no ano passado, a partir de aprovação no Edital das Linguagens, da Secretaria de Cultura de Chapecó. “São cinco workshops descentralizados, dos quais já realizamos quatro: no Programa Viver, no Céu das Artes, no Centro de Eventos e na Unoesc. Ainda vamos realizar mais um depois da pandemia”, acrescenta a diretora.
O projeto da nova oficina de iniciação tem o objetivo de criar um núcleo de pesquisa e formação de palhaçaria no hospital, partindo de um trabalho teórico, com conteúdos para o entendimento da história da palhaçaria, estudo de textos, vídeos, pesquisa de maquiagem, figurino.
As duas turmas de formação já reiniciaram as atividades de forma remota, com aulas online.



OPORTUNIDADE

Ainda em formação, os alunos já contribuem para o trabalho do grupo e já participam dos cortejos de Natal, de várias intervenções e recepções e do Projeto Verão Cultural, da Secretaria de Cultura. “A oficina de formação é um suporte para o nosso trabalho, são pessoas que estão conosco em projetos especiais, como no vídeo especial do Dia das Mães. A formação é extremamente importante, pois temos uma carência de profissionais da palhaçaria na cidade, então sempre pensamos que deveríamos oferecer essas oficinas para a comunidade para tentar formar novas pessoas interessadas em desenvolver esse trabalho nos hospitais”, comenta Michelle.
Para os estudantes, uma oportunidade de aprender e praticar a palhaçaria e entender sua essência. Para Evana Cássia Dall´Agnol, de 33 anos, que está na formação desde 2018, fazer parte do grupo é motivo de orgulho. “Para mim é um presente especial. Pude conhecer e entender que o trabalho dos Doutores RiSonhos é muito mais que um trabalho voluntário, é algo profissional. São palhaços profissionais que dedicam 100% do seu tempo ao estudo de técnicas da palhaçaria, estudam um pouco de música, canto e dança, psicologia, aprimoramento pessoal  e tudo que usam dentro do hospital, afinal é um local especial e com um público bem diferenciado”, comenta.
Para o técnico em prótese dentária Renato Rosset Fernandes, de 33 anos, é uma experiência que permitiu quebrar barreiras e entrar em um novo universo. “Cada encontro é um desafio, pois eu tive que quebrar muitos bloqueios pessoais. A experiência junto com o Vinicius, a Michelle e a Camila nos conduzem a um passeio histórico, prático, atual na palhaçaria com uma leveza sem igual”, revela.
Quem também descobriu um novo universo fazendo parte do grupo foi a engenheira civil Raquel de Oliveira Reis, de 32 anos, que está na formação desde 2018. “Não é simples como eu pensava que poderia ser, colocar um nariz e tentar fazer outro rir...é um mergulho para dentro de si, é entender e estudar, para aí então poder transbordar o palhaço, é algo que vem aos poucos e vai se aperfeiçoando, e vai nascendo, criando forma, figurino, imagem, personalidade e nome. É mágico!”, ressalta.
A estudante Graziela Barpi, de 26 anos, também entrou para a oficina há dois anos e afirma que é uma realização pessoal enorme fazer parte dos Doutores Risonhos. Na formação, ela criou sua palhaça, a Zyza. “Os encontros eram de muita risada, entrega, estudo e muito conhecimento. Consegui compreender o quão importante é estar na escuta de si, e principalmente escutar o outro e transformar isso em riso, e não é fácil! É preciso muita teoria e técnica para ser e estar o palhaço”, comenta.
A professora Nivia Moro, de 44 anos, se interessou pela palhaçaria ao observar o trabalho realizado pelos Doutores e quis saber mais sobre esse universo. No grupo há cerca de três anos, ela reforça a importância da formação para a construção do trabalho como palhaça. “No grupo, aprendi que é preciso muito estudo, muito empenho e muito comprometimento para conhecer técnicas, para saber jogar, para montar sua roupa, para formar a sua palhaça. Aprendo a falar, a ouvir, a olhar, a somar e a dividir”, conta.

DOUTORES RISONHOS
Artistas que escolheram o hospital como palco, os Doutores RiSonhos realizam visitas no HRO e HC, além de intervenções artísticas na comunidade, apresentações de espetáculos e atividades corporativas em empresas e instituições de ensino.
O grupo, que é mantido pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, também realiza a atividade de formação continuada de palhaços, oferece oficinas de iniciação à palhaçaria e formação em palhaçaria no hospital.

A atuação nas instituições de saúde tem como foco transformar o ambiente, ressignificando-o, colaborando para o bem-estar dos pacientes e gerando conexões reais e empáticas entre os envolvidos.






segunda-feira, 29 de junho de 2020

Série: Ateliê de Palhaçaria apresenta processo de formação de integrantes dos Doutores RiSonhos

Gabrielle Heinz, a Doutora Magnólia e Melaine Pilatto, Doutora Margareth, chegaram aos Doutores RiSonhos no começo deste ano, após passarem por todo o processo do edital de seleção de novos integrantes. Com a pandemia do coronavírus, as artistas tiveram poucas oportunidades de realizar atividades junto ao público.
Com o objetivo de apresentar as novas integrantes e falar sobre diversos momentos também da vida dos veteranos Michelle Silveira (Doutora  Barrica) e Vinicius Bouckhardt (Doutor Chicote), os Doutores RiSonhos lançaram o Ateliê de Palhaçaria, uma série de vídeos com quatro temporadas.
Em cada uma, os artistas falam sobre um tema: Iniciação, Construção, Relação com o Hospital e Experiências Marcantes e revelam como iniciaram a carreira na palhaçaria, como seus palhaços nasceram, como construíram sua visão sobre o espaço do hospital e narram momentos que marcaram a vivência deles na palhaçaria hospitalar.
O nome da série foi escolhido porque o ateliê representa o local onde se pesquisa e trabalha para formatar e lapidar a arte. Nesse sentido, o ateliê é o local de pesquisa e formação individual de cada palhaço.
Diretora Artística do grupo, Michelle destaca que outra intenção da série é revelar o universo da palhaçaria no hospital. “Quisemos falar sobre a importância da formação, da técnica e do conhecimento para atuar em um ambiente tão delicado quanto este. Com os depoimentos, criamos um álbum dos Doutores RiSonhos para apresentar à comunidade”, revela.
A série está disponível no Instagram e Facebook do grupo e também no canal do Youtube.










terça-feira, 23 de junho de 2020

Com a pandemia, lá se foram minhas planilhas

Por Michelle Silveira da Silva - Diretora Artística – Dra. Barrica

Iniciamos 2020, cheios de planos. Tínhamos tantas coisas para realizarmos que começamos por colocar no papel, tudo detalhadamente, o que gerou um cronograma intensivo de ações que iam de janeiro de 2020 a janeiro de 2021. Enquanto fazíamos o cronograma, nossa cabeça quase fundia, para dar jeito de caber tudo ali naquelas planilhas. Depois, a gente cansava só de ver o cronograma. Eu pensava: Não podemos alterar nada do cronograma, senão não vai dar tempo de fazer tudo! 
Que ilusão a minha, não é mesmo?
“De repente, não mais que de repente”, tudo, exatamente tudo mudou. Não só no nosso cronograma, mudou no mundo todo, mudou na gente...então o cronograma se desfez, e todo aquele trabalho se foi por água abaixo e um novo cronograma passou a ser delineado. Quem me conhece, sabe que eu sou a “louca das planilhas”, então mesmo a quarentena eu tentei colocar na tabela. 
Só que eu nunca tinha vivenciado um isolamento social como esse, na verdade eu nunca tinha vivenciado nenhum tipo, e eu não tinha a dimensão do quanto era difícil manter a planilha funcionando, quando havia tanta incerteza, insegurança, medo, ansiedade e tanta saudade de tudo e de todos. 
Então, a planilha passou a ficar mais flexível, e começamos a viver o isolamento. Assim como sempre foi, a prática sempre me deu a direção a seguir, eu sempre fui da prática. Sempre foi o fazer artístico que me ensinou o caminho para onde meu coração desejava ir, e deveria. E não foi diferente nesse período. 
Todos isolados, há 3 meses sem se ver pessoalmente, com saudades do trabalho, dos ensaios, dos colegas, das pessoas, dos pacientes, de poder sair na rua tranquilamente, abraçar a família, os amigos, dividir uma cuia de chimarrão... E daí surgiram ideias de ações que os Doutores RiSonhos poderiam fazer, para encurtar a distância entre as pessoas, levando alegria, amor, afeto e calor humano, mesmo que online. 
Antes, precisamos entender como nos expressarmos afetuosamente diante de uma câmera, de um celular. Como transformar nossa casa em um estúdio, como fazer uma gravação melhor a cada dia. E então, iniciamos a criação de várias ações como: vídeos, postagens diferenciadas, almanaque com desenhos, desenhos para serem pintados, séries sobre os artistas que integram nossa equipe e as ações do Correio Elegante, onde gravamos vídeos para as pessoas, com recadinhos e mensagens especiais. Todas as ações realizadas tiveram um retorno positivo, no entanto no Correio Elegante, o retorno foi imediato e em forma de uma enxurrada de amor, de gratidão e de saudades, que nos vimos na obrigação de continuarmos. 
Fizemos o Correio Elegante Especial de Dia das Mães  e o do Dia dos Namorados, além do Especial Solteiros! 
Seguimos, vivendo o momento e descobrindo o caminho que nossos corações desejam trilhar, seguimos a nos reinventar, com o propósito de humanizar as relações, aproximar as pessoas, transbordar afetos, promovendo a qualidade de vida através da arte e da palhaçaria.




segunda-feira, 1 de junho de 2020

“Estudar é preciso”

Por Michelle Silveira


   Na tarde da sexta-feira, dia 22 de maio, tivemos o nosso primeiro encontro de estudos durante a pandemia. Foi um momento muito necessário e produtivo. Como tivemos que suspender as nossas atividades lá na metade de março, quando estávamos apresentando as novas palhaças aos hospitais, nem tínhamos tido tempo para esse estudo mais aprofundado.
  Estudamos sobre humanização na saúde, com foco na pediatria e nos cuidados com os idosos, focos do nosso trabalho nos hospitais. Além dos textos, assistimos vídeos relacionados ao assunto e pudemos fazer muitas ligações entre o trabalho que fazemos e os princípios da humanização hospitalar.
Destacamos:
    • Que palhaços e palhaças inseridos no contexto do hospital podem contribuir nas relações entre os sujeitos que atuam dentro do hospital: a arte e palhaçaria nesse meio pode contribuir para ampliar a comunicação, a troca e a interação entre funções, equipes e pessoas. Essa interação e a qualidade dessas relações podem resultar em qualidade de vida para todos os atores nesse processo hospitalar;
    • A importância de se estabelecer uma conexão verdadeira com a pessoa com a qual estamos interagindo (paciente), por meio do olhar atento, amoroso, generoso e de uma escuta qualificada, que pode usar todas as informações que a pessoa der para usar como motivo de jogo, colocando-a numa posição de poder;
    • A capacidade de criarmos espaços lúdicos durante as interações dos palhaços e palhaças, para que crianças e adultos possam se expressar livremente, brincar, desenvolver sua criatividade, sua autonomia e assim ressignificar o processo de hospitalização;
    • A importância de se destinar atenção especial a todas as pessoas da equipe hospitalar. Atenção é tempo de qualidade nas interações, pensar ações específicas para cada setor e promover momentos de interação, aprendizado e estudo, contribuindo com o seu trabalho e com sua qualidade de vida;
    • Que por meio do jogo e da brincadeira com os palhaços e palhaças, os pacientes sentem-se mais seguros no ambiente do hospital, pode-se mediar a interação deles com esse local novo para muitos (especialmente quando estão chegando pela primeira vez no hospital), pode-se minimizar a ansiedade perante à espera de um exame, de uma visita médica e mesmo de um procedimento, diminui a saudade de casa e dos amigos, pois vê na interação com os palhaços e palhaças a possibilidade de alegria e de afeto. Além disso, coloca o paciente em posição ativa, quando escolhe a nossa presença, quando sugere um jogo, quando pede alguma música, quando provoca os palhaços a saírem de um “possível” roteiro;
    • A importância de se entender que cada pessoa tem seus processos pessoais e tem a plena capacidade de ressignificar sua vida;
    • Palhaços e palhaças que se apresentam como especialistas em medicina, permitem que as equipes possam brincar com a hierarquia existente dentro das instituições e no imaginário das pessoas, propondo espaços lúdicos para suavizar essas disparidades de relações e assumindo em suas figuras excêntricas, atrapalhadas, nonsenses e sérias, lembram a todos que nesse processo de cuidado com a saúde, todos somos seres humanos, com nossas falhas e habilidades;
    • A necessidade de se contribuir por meio de ações práticas e mesmo de uma atenção especial no corredor, com a valorização dos profissionais que atuam nos hospitais;
    • Que devemos construir relações saudáveis para além das paredes dos hospitais, sendo um grande desafio para a gestão de grupos, de equipes e das nossas próprias vidas;
   
Palhaços e palhaças tem uma visão diferenciada do mundo, isso é certo. 
O diferente pode ser mais fácil, mais simples, mais complexo, mais esquisito, mais absurdo, mais engraçado e talvez mais criativo. 
Palhaças e palhaços olham para um porta-soro, para uma bandeja, para uma cadeira de rodas, para um painel, para uma porta, para uma mesa, para um equipamento hospitalar com a habilidade única de ver além do objeto. Tal qual o olhar imaginativo de uma criança, palhaços conseguem subverter a lógica das coisas, e quando fazem isso, é como se permitissem a todos a “licença poética” de assim o fazerem. E isso pode ser libertador para quem está conseguindo ver só o soro, a agulha, o acesso, o sangue e a enfermidade. 
A liberdade da imaginação pode fazer com que as pessoas vejam além dos objetos, além das relações instituídas, além da doença, além do medo e da incerteza. E se palhaças e palhaços conseguirem provocar isso em alguém durante suas interações, que maravilha será. 
O estudo foi especialmente inspirador, seguimos, temos muito o que estudar, PENSAR, refletir e realizar. 




segunda-feira, 25 de maio de 2020

Como é grande, o meu amor por vocês


Por Michelle Silveira da Silva – Diretora Artística – Dra. Barrica

O dia das mães estava chegando. A maioria dos integrantes dos Doutores RiSonhos não iam poder passar esse dia especial com sua mãe e com suas famílias, por causa do isolamento social. E na tentativa de amenizar essa ausência, pensamos em criar um vídeo em homenagem a elas que nos deram a vida, essa que colocamos a serviço das pessoas, para transformar o mundo em um lugar melhor. 
A ideia era que cada integrante do projeto dos Doutores RiSonhos (palhaços (as) profissionais, alunos da oficina de formação, equipe de produção e equipe geral) gravasse um vídeo cantando uma parte da música “Como é grande o meu amor por você” de Roberto Carlos, e depois faríamos a edição desse material para ser publicado na manhã do domingo de Dia das Mães. 
Toda a equipe aceitou o desafio e lá fomos todos a gravar! 
Cada qual à sua maneira, no seu cenário preferido, dentro dos limites de suas casas e de seus pátios, foram enfrentando a timidez, as limitações da voz, as limitações técnicas, foram se expondo e foram criando a poesia desse vídeo.
Conforme iam gravando, iam me enviando os vídeos e as fotos de suas preparações. E foi nesse momento que o meu coração se encheu de emoção.
Recebi fotos dos alunos da formação, alguns que já foram palhaças aprendizes no nosso projeto no ano passado, e que estavam há meses com suas roupas, maquiagens, sapatos e adereços guardados em malas, gavetas e armários. 
Foi muito emocionante para mim ver o movimento que cada pessoa estava fazendo, aceitando nossa proposta e vencendo seus desafios para fazer parte dessa homenagem. Abrindo suas malas e gavetas e trazendo junto com suas roupas uma série de memórias do que já vivemos juntos, enquanto podíamos estar juntos. E quem não é palhaço ou palhaça? Me emocionou também, a generosidade, o afeto, o carinho e a responsabilidade com que cada pessoa se envolveu nesse projeto. 
E então, quando o vídeo estava pronto, a nossa ansiedade e nosso amor não se aguentava para ver o resultado, e ver o que a soma de todos os nossos esforços tinha criado. 
Na manhã de domingo de Dia das Mães o vídeo foi lançado, e nós todos pudemos nos emocionar com ele: enviamos para as nossas mães, assistimos tantas vezes nossos ouvidos conseguiam sobreviver a saudade das nossas “véias”. O vídeo teve 2.400 visualizações no Facebook, 1.979 visualizações no Instagram e ainda passou no Jornal do Almoço da NSC TV.
E agora, eu só queria dizer a cada pessoa que fez parte desse projeto: Como é grande o meu amor por vocês! Eu fiquei tão grata e feliz, que a minha vontade era abraçar e beijar cada pessoa, mas ainda precisamos esperar mais um pouco. O certo é que esse movimento todo só gerou mais afeto e alegria!

Fotos: Reprodução





segunda-feira, 6 de abril de 2020

Margareth e a experiência de ser uma Doutora RiSonha



Escolhi escrever esta carta sobre minha ainda curta experiência nos Doutores RiSonhos, pois no dia 1º de abril de 2020, a minha palhaça, Margareth, fez 3 anos de idade. Ela nasceu no dia da mentira e, ainda como uma criança pequena, a Margareth se aventura em descobrir novas brincadeiras, novos olhares e novas experiências para a cada dia se engrandecer como palhaça.

Entrei nos Doutores RiSonhos faz pouco tempo, fiz o processo seletivo em janeiro deste ano (2020). Carregava comigo muita alegria e vontade de passar, porque desde a primeira vez que coloquei o nariz de palhaça, que foi em um ambiente hospitalar, senti que estar ali, naquele ambiente fazia muito sentido para mim enquanto artista.

Com a mesma aceleração e entusiasmo que meu corpo e meu coração estavam sentindo ao entrar no grupo, e a me mudar de cidade, tive que frear, ou melhor, todos, o mundo inteiro, teve que frear, mal sabiamos nós que um vírus tão poderoso iria nos afastar do trabalho e das pessoas.

Agora estamos em casa, mas o trabalho continua, só que diferente. Eu que nunca fui muito fã de me ver nos vídeos, tenho esse novo desafio: gravar vídeos para estabelecer conexões com as pessoas a distância e descobrir que ali também há técnica, treinamento, criatividade e que também pode ser divertido.

Os estudos na palhaçaria também aumentaram seu ritmo, batem junto com o som do coração, que sente vontade de voltar à rotina do grupo e dos hospitais, e assim poder estabelecer contatos físicos e abraços com as pessoas.



MELAINE PILATTO, DOUTORA MARGARETH

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Em tempos difíceis, o riso também é essencial

Doutores RiSonhos criam conteúdo especial para a quarentena

Com a pandemia do Coronavírus, ficar em casa passou a ser rotina para muitas pessoas nas últimas semanas. Os Doutores RiSonhos também tiveram as visitas aos hospitais canceladas por medida de segurança. Com as atividades presenciais adiadas, o grupo está trabalhando em home office, criando conteúdos especiais nas redes sociais e site. “Imediatamente percebemos o impacto disso nas nossas vidas que precisávamos continuar fazendo o nosso trabalho, que é a humanização das relações”, comenta a Diretora Artística do grupo, Michelle Silveira da Silva.
Os conteúdos tem foco em dicas de leitura, indicação de filmes, sites e atividades, desenhos para as crianças e o especial “Doutores em Quarentena”, que mostra a rotina de Barrica, Chicote, Magnólia e Margareth em casa. “É uma forma de continuarmos trabalhando, levando a nossa mensagem pras pessoas e de respirarmos, pois enquanto palhaços, sentimos muita falta quando não é possível ser. Também é um desafio essa nova forma de trabalhar, por vídeo, sem o contato presencial”, destaca.

CORREIO ELEGANTE



Além das publicações, o grupo está fazendo um Correio Elegante online: gravando vídeos a pedido dos seguidores e enviando para as pessoas indicadas. “A intenção é levar esse afeto, esse carinho que a pessoa está mandando pra sua amiga, pro familiar, pro seu amor, colegas de trabalho através de um vídeo com bom humor e que quando a pessoa receba se sinta presenteada, que alguém pensou nela, está desejando algo de bom pra ela”, revela a coordenadora.
Até o momento, já são mais de 100 pedidos enviados e o resultado está sendo muito gratificante aos integrantes do grupo. Estamos tendo muitos pedidos e um retorno muito bacana das pessoas que recebem. As pessoas estão mandando vídeos, depoimentos, está sendo muito bonito. É a forma que encontramos de estar realmente junto com as pessoas e movimentar e transformar essa energia de incerteza e medo que está pairando no ar”, reforça.
Juntamente com com o Hospital Regional do Oeste e Hospital da Criança, os RiSonhos também irão gravar vídeos especiais para os pacientes que estão internados, até que o retorno das atividades seja possível.

ACOMPANHE
Para acompanhar o conteúdo, basta seguir os Doutores RiSonhos no instagram e Facebook e ainda acessar o site www.doutoresrisonhos.com, onde o conteúdo também está sendo disponibilizado. Os pedidos de correio elegante também podem ser feitos pelo site.


DOUTORES RISONHOS
Artistas que escolheram o hospital como palco, os Doutores RiSonhos já completam 91.760 pessoas atendidas em Chapecó. O grupo realiza visitas semanalmente no HRO e HC, além de intervenções artísticas na comunidade, apresentações de espetáculos e atividades corporativas em empresas e instituições de ensino.
O grupo, que é mantido pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, também mantém a atividade de formação continuada de palhaços, oferece oficinas de iniciação à palhaçaria e formação em palhaçaria no hospital.
A atuação nas instituições de saúde tem como foco transformar o ambiente, ressignificando-o, colaborando para o bem-estar dos pacientes e gerando conexões reais e empáticas entre os envolvidos.


segunda-feira, 23 de março de 2020

Doutora Barrica em casa



Foi diferente. Nem estranho, nem ruim...diferente.

Divertido até que foi.

Nessa última semana os Doutores RiSonhos não puderam realizar suas visitas aos hospitais, assim como muitos outros grupos de palhaços de hospitais do Brasil e do mundo. Estamos em casa.

Mas sabemos que os pacientes e a equipe estão lá, no hospital trabalhando.

Sabemos que têm muitas pessoas (inclusive a gente) muito preocupadas com essa situação do Corona Vírus. A gente está desenvolvendo ou avivando muitos medos dentro da gente nesse período de quarentena, no qual temos que ficar em casa, isolados das pessoas. Então, temos certeza que nesse momento precisamos fazer alguma coisa que possa levar mais leveza para quem está fora da nossa casa, e que também nos dê leveza.

Quem é palhaça ou palhaço sabe o quanto a gente fica mais leve, o quanto a gente respira mais fundo e mais puro com nosso nariz encarnado.

Então começamos, cada um em suas casas, com ajuda das famílias, a gravar os vídeos das palhaças e palhaço a viver dentro de casa, a reagir a essa “pandemia”.

Vemos um movimento crescente de pessoas e artistas compartilhando em suas redes sociais seu dia a dia, sua arte, sua sensibilidade com o mundo. Precisamos muito disso nesse momento.

Não paramos. Não estamos de férias, principalmente nós, artistas. Estamos pensando no que fazer, como fazer, quando fazer. Estamos pensando e agindo de forma a ficarmos saudáveis até esse período passar. Porque depois que passar, a gente vai ter muito mais trabalho para fazer.

E eu só penso: quantos abraços vamos dar nas enfermeiras, nos técnicos, nas médicas e médicos, na equipe da limpeza, da cozinha, da lavanderia, do administrativo, da recepção...quantos abraços vamos dar, para compensar todos esses que a gente não deu?




Michelle Silveira da Silva - Dra. Barrica

segunda-feira, 2 de março de 2020

Doutores RiSonhos retomam atividades com novidades

Gabrielle Heinz e Melaine Pilatto (ao centro) se juntam ao grupo
Grupo apresenta novos integrantes, ampliação das ações e nova marca Depois de um tempinho de férias e um tempão de planejamento, os Doutores RiSonhos retornaram às atividades cheios de novidades. As primeiras visitas já foram realizadas ainda no mês passado, um reencontro com equipe, pacientes e a rotina do local. Mas 2020 chegou para o projeto com diversas mudanças. “O ano vem com muitas novidades para o grupo, mas mantendo o que lhe é essencial: a capacidade de reconhecer o poder de transformação da arte, usando-a como ferramenta de humanização das relações dentro e fora dos hospitais”, destaca Michelle SIlveira, Diretora Artística do grupo. Uma das grandes novidades é a chegada de duas novas integrantes à equipe: Gabrielle Heinz e Melaine Pilatto, as Palhaças Magnólia e Margareth. As artistas passaram por um processo de seleção composto por várias etapas, iniciando ainda em 2019, com a inscrição online, envio dos dados, intenções e comprovação de currículo dos candidatos. Em um segundo momento, foi realizado um treinamento de Palhaçaria e na sequência, uma visita especial aos hospitais, guiada pela Palhaça Barrica. A última etapa foi uma entrevista com os candidatos e todo o processo foi acompanhado pelo coordenador geral dos Doutores RiSonhos, Vinicius Bourckhardt, pela produtora Camila Miotto e a psicóloga Sandra Saugo. O resultado levou em consideração a figura palhacesca, a capacidade de se inserir no ambiente hospitalar, o perfil e alinhamento às diretrizes do grupo. “Tudo em torno dessa seleção teve objetivo de oportunizar momentos formativos e criativos para que as palhaças e os palhaços possam revelar sua essência e suas habilidades, para que pudéssemos admirar cada pessoa que generosamente se propôs a fazer parte desse trabalho. Foi uma rica experiência de conhecer pessoas, artistas e admiradores da arte da Palhaçaria e poder trocar com elas nossas vivências de forma muito afetuosa”, destaca Michelle. AMPLIAÇÃO Além dos novos integrantes, os RiSonhos apresentam também neste ano ampliação das ações do projeto dentro e fora dos hospitais. Nas instituições, serão desenvolvidas rodas de conversa, oficinas e apresentações direcionadas para a equipe. Na comunidade, as ações serão ampliadas através do desenvolvimento do Núcleo de Pesquisa e Formação em Palhaçaria no Hospital. NOVA MARCA
Nova marca foi lançada hoje nas mídias do grupo
Outra mudança, lançada hoje pelos RiSonhos, é a nova marca do grupo. Em construção desde o ano passado, ela traz novos e antigos elementos. Nossa primeira marca foi criada em 2013, foi recriada em 2015 e repensada em 2017. Gostávamos muito dela, mas sentíamos a necessidade de que ela apresentasse elementos do hospital, já que atuamos preferencialmente nesse ambiente”, comenta Michelle. O coordenador geral dos RiSonhos destaca que a mudança faz parte da evolução. “Com o amadurecimento do trabalho, fomos observando a necessidade de nos apresentarmos como parte do contexto hospitalar, já que a nossa relação com o hospital e profissionais da saúde se estreitaram com o tempo, essa logo é um símbolo de integralização do trabalho no hospital”. A nova “cara” dos RiSonhos foi pensada pelo designer gráfico Miguel Vassali e a Assessora de Comunicação Carla Chiavini. Para a coordenadora artística, o resultado não poderia representar melhor o grupo: “Divertida, lúdica, com elementos do hospital e da Palhaçaria, além de trazer sutilmente aquela que tem sido nossa companheira há anos, que na prática é a lembrança e marca dos Doutores Risonhos: a florzinha”. DOUTORES RISONHOS Artistas que escolheram o hospital como palco, os Doutores RiSonhos já completam 91.760 pessoas atendidas em Chapecó. O grupo realiza visitas semanalmente no HRO e HC, além de intervenções artísticas na comunidade, apresentações de espetáculos e atividades corporativas em empresas e instituições de ensino. O grupo também mantém a atividade de formação continuada de palhaços, oferece oficinas de iniciação à palhaçaria e formação em palhaçaria no hospital. A atuação nas instituições de saúde tem como foco transformar o ambiente, ressignificando-o, colaborando para o bem-estar dos pacientes e gerando conexões reais e empáticas entre os envolvidos.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

LANÇAMENTO - Edital de Seleção de novos integrantes para 2020




No dia 01 de novembro de 2019, os Doutores RiSonhos tornam público o LANÇAMENTO do Edital de Seleção de Novos integrantes para o Grupo Doutores RiSonhos. 
Os interessados devem realizar suas inscrições por e-mail até o dia 20 de dezembro/2019. 
A etapa prática de seleção acontecerá na segunda quinzena de janeiro/2020, e os selecionados irão integrar a equipe de Doutores RiSonhos 2020. 
Uma ótima oportunidade para profissionais e aprendizes da palhaçaria, que desejem trabalhar como palhaços em hospitais, de forma REMUNERADA e com treinamento continuado.

Acesse o Edital AQUI 

Doutores RiSonhos retomam visitas ao Hospital da Criança

 Depois de seis meses de visitas presenciais suspensas por conta da pandemia, os Doutores RiSonhos retornaram em setembro as visitas presenc...