segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Doutores RiSonhos em Florianópolis!

Olá amigos! 
Nós, do grupo Doutores RiSonhos, estamos muito contentes com a possibilidade de irmos visitar o Hospital Joana de Gusmão de Florianópolis. Vamos amanhã de manhã, a convite da Mostra de Dança - A noite é uma criança! 
Vamos ter o prazer e a alegria de visitar alguns quartos e depois nos apresentarmos com uma coreografia de ballet no auditório do hospital.
Este Hospital recebe visitas de um grupo muito querido e inspirador para nós - (A) gentes do Riso (Florianópolis). 
Na sequência relatos da nossa experiência!

Dra. Barrica e Dr. Chicote

Saiu na imprensa:

http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/10/mario-motta-equipe-medica-do-hospital-infantil-joana-de-gusmao-sera-reforcada-amanha-por-barrica-e-chicote-4886492.html 

http://www.darykumakola.com.br/dia-a-dia/hospital-infantil-joana-de-gusmao-recebe-a-noite-e-uma-crianca 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma entrevista descontraída com uma profissional promissora

Michelle entrevista a Dra. Barrica

(pode parecer esquizofrenia, mas não foi diagnosticada)

Michelle – Primeiramente gostaria de dizer que é um prazer para mim entrevista-la, sempre tive curiosidade em conhece-la pessoalmente, mas nunca fora possível. Agora eu gostaria de saber alguns detalhes da sua vida pessoal e profissional, podemos começar a entrevista?
Barrica – Segundamente eu acho bem legal que você me entreviste, eu gosto destas coisas! E eu gostei de você também.
Michelle – Que ótimo! Bem, queria saber quando e como começou a sua trajetória na área da saúde?
Barrica – Ah sim, faz bastante tempo, na verdade desde que eu era pequena, sempre que eu espirrava a minha mãe me dizia: - Saúde! E eu acabei ficando com isso da saúde em mim, eu sempre falo saúde também, acho que é por causa da área né?
Michelle – Entendi...E quais as suas especialidades?
Barrica – Ah muitas querida! Eu sou muito especial! A especialidade é uma coisa que eu sempre busquei né. E como médica eu domino várias especialidades como por exemplo a temperatura dos resfriados, a musicoterapia e o balanço do esqueleto, a cromoterapia e o reflexo na cor dos olhos, a nomeroterapia e a criatividade familiar ao dar nomes as crianças, a revelação do sentido do nome tem muito a ver com a coisa da pessoa, né? E também sei benzer tormenta com machado e garrafa. Acho que estas seriam as minhas especialidades principais. Ah, eu desenho bem também, até pinto guardanapo!
Michelle – Claro! Sei...bem, a senhora trabalha sempre com o Dr. Chicote, também grande especialista em saúde. Poderia nos falar como é esta relação de vocês?
Barrica – Ah sim o Dr. Chicote é grande mesmo...ehhehhe...eu trabalho com ele já faz algum tempo, eu sou meio que sua auxiliar técnica, que é a pessoa que tem técnica para auxiliar, entende? Eu sempre ajudo no que posso, no tratamento com objetos, utensílios, e perguntas...eu sempre faço muitas perguntas que é pro Dr. estar sempre atento nos pensamentos dele.
Michelle – E a relação?
Barrica – Que relação? Eu não tenho relação com o Dr. Chicote! Que isso moça, eu sou uma pessoa muito profissional.
Michelle – Não, eu queria saber como é trabalhar com ele?
Barrica – Ah sim! Eu diria que é trabalhoso, né? Mas é bom também, porque o Dr. É muito calmo, tranquilo e me ajuda quando eu esqueço as coisas, os procedimentos, quando eu esqueço de fechar a porta do sentimento, as vezes me esqueço, deixo encostada, na verdade ela sempre fica meio encostada, mas as vezes o vento vem com mais força, mais ímpeto, mais tempestade e a porta se abre com tudo. Aí a gente corre o risco de ficar sentimental! Aí o Dr. me ajuda a encostar a porta!
Michelle – Que bom, ter alguém para ajudar a encostar a porta né? E o Dr. Cambito, ele também trabalha com a Sra.?
Barrica – Trabalhamos juntos né? Eu e ele, ele e eu. O Dr. Cambito é meio descompensado as vezes sabe? Mas eu sempre gosto dos desvarios dele, ele fala coisas loucas, porque é meio doido eu acho, e eu tenho que rir ou disfarçar. Às vezes eu disfarço muito com o Dr., pareço uma espiã, bem disfarçada! Mas eu gosto de trabalhar com ele, porque ele é feito pluma, ou folha ao vento. Ele vai pra todos os lados que o vento mandar, as vezes a gente tem que correr atrás e pegar ele, mas a gente vai!
Michelle – Interessante a sua relação com os seus colegas, sempre tem vento né?
Barrica – Claro, porque o vento areja né?
Michelle – Claro. Bem, muito grata pela entrevista, se quiser deixar alguma mensagem para quem nos lê, fique à vontade.

Barrica – Eu não sei dizer mensagens, mas queria dizer que se alguém precisar de ajuda no campo das minhas especialidades é só me chamar, e se for de outro campo que não sou especializada eu começo a estudar, ou dou um jeito mesmo! O importante é tratar! Tratar de estar junto! Obrigada! Você vai colocar foto na entrevista?

terça-feira, 28 de julho de 2015

O olhar de dentro e o olhar de fora

Hoje pela manhã retornamos ao Hospital Regional para mais uma visita aos nossos pacientes da Quimioterapia. Hoje com a presença do Dr. Cambito que retornou de suas longas férias de verão, porque afinal, agora já é inverno. Depois de muita recepção calorosa e afetuosa de boas vindas, Dr. Chicote e Dr. Cambito seguiram para o seu plantão. Eu hoje, fui apenas como fotógrafa, tentando registrar o máximo que podia desta visita tão especial.
E depois da visita finalizada, fiquei pensando sobre a diferença do “olhar de dentro para o olhar de fora”. Quando estamos envolvidos no processo de trabalho, envolvidos na interação e no jogo com o paciente, acabamos não tendo a dimensão do quanto a nossa ação reverbera nas pessoas que estão ao nosso redor, e que muitas vezes o efeito da nossa ação se dá de forma indireta.

 Observando com o “olhar de fora”, pude ver claramente a mudança de energia acontecendo nas pessoas que eram abordadas pelos Drs. Cambito e Chicote. As técnicas utilizadas por eles no momento da ação tinham um efeito imediato, de desconstrução da realidade e resignificação desta. No momento em que perguntavam se a pessoa queria uma receita, ela ficava na dúvida, porque de receita ela já devia estar cheia, mas quando ofereciam uma receita de bolo, de ambrosia, de escondidinho, cri cri, a pessoa reconsiderava a possibilidade de receber uma receita nova, com nova perspectiva. Quando perguntavam se a pessoa desejava um atestado e o faziam batendo na testa, liberando-a das suas atividades de trabalho para ficar numa praia durante uma semana, talvez aí, estivessem ativando seus sonhos, seus desejos de descanso, de passeio, de viajem. E assim foram resignificando aos poucos esta realidade hospitalar.


O riso, motivo pelo qual atuamos, muitas vezes aparece largo, em gargalhada e muitas vezes tímido vem se “amostrando” nos lábios dos nossos pacientes, as vezes o riso vem no jeito de olhar, num aceno de mão, e as vezes ele nem vem. Nos momentos que ele não vem, respeitamos seu resguardo, lutamos por ele, fazemos o que podemos para que o riso se sinta à vontade de chegar, mas quando ele não está com vontade, respeitamos. Respeitamos a dor que o outro está sentindo, não sabemos da sua intensidade, as vezes nossas ações conseguem driblar a dor, mas quando não, respeitamos.
Mas uma coisa é muito certa neste trabalho tão intenso, difícil e bonito que é o de ser palhaço em hospital, que a nossa ação tem o poder transformador da energia de quem é abordado, direta ou indiretamente por nós. E estar olhando de fora me deu a dimensão de como o rosto, a expressão, a postura das pessoas vai mudando quando os Drs. Palhaços vão passando. Parecem dominós que vão caindo em sequência quando empurramos o primeiro da coluna, neste caso é a luz e o brilho das pessoas que vai reacendendo.
Agradeço ao Universo, a Deus pela oportunidade de estar realizando este trabalho, hoje e aqui! 

Por Michelle Silveira da Silva 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Retomando as atividades


O Projeto Doutores RiSonhos encontra-se em fase de captação de recursos para viabilizar a realização de suas atividades na íntegra e regularmente. Mas enquanto isso, nós estamos indo aos Hospitais visitar nossos pacientes, afinal de contas com a saúde se brinca! 
Nestes últimos 03 meses foram realizadas várias visitas ao Hospital da Criança e ao Hospital Regional. 
E aqui seguem alguns registros das nossas aventuras médicas! 
Com Dr. Chicote (Vinicius Eduardo Bouckhardt) Dr. Cambito ( Henrique Sagave) e Dra. Barrica (Michelle Silveira da Silva) 


Dra. Barrica e Dr. Chicote interagindo com seus pacientes no Hospital da Criança. 


Dra. Barrica aplicando seus conhecimentos de "musicoterapia através do vidro".


Dr. Chicote ouvindo seus pacientes.


Dra. Barrica, Dr. Cambito, Marli, Tere e Adri analisando os prontuários. 


Dr. Cambito adentra o universo particular do quarto. 


Momento de grande alegria brincando com a senhorita H. Depois de muitas bolhas e balões, uma confissão da mãe: - Obrigada! Já fazia dias que ela não ria! 


A junta analisando a posição da prateleira.


No mundo mágico das bolhas de sabão. 


A alegria tem que estar presente na chegada, na recepção! 


Finalizando os trabalhos com a equipe linda do Hospital da Criança.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Doutores RiSonhos - 2015


Olá queridos amigos! 
Em 2015 o nosso projeto retorna com tudo aos hospitais de Chapecó. Reformulado, com nova formação e novas ações direcionadas a comunidade o projeto pretende atingir um número maior de pessoas com ações diversificadas.
Aguardem!
Estamos voltando!

Doutores RiSonhos completam 8 anos de atuação

Artistas comemoram trajetória de muita dedicação à arte da palhaçaria e à humanização hospitalar Transformar o ambiente hospitalar, ressigni...